As constantes mudanças de look são um dos sinais de identidade de atrizes, cantoras e outros membros do star system, o que envolve numerosas “metamorfoses” capilares nas quais os postiços, as extensões e as  tintas de cabelo desempenham um papel determinante. O resultado é a imagem cuidada e frequentemente de vanguarda destas mulheres nos photocalls e tapetes vermelhos onde habitualmente se apresentam.

No entanto, a frequência com que têm de recorrer a estas soluções capilares tem o seu “lado B” ou “efeito secundário”, que se manifesta sob a forma de  cabelo frágil, desvitalizado e, em última instância, castigado. Assim o reconheceu recentemente a atriz britânica Keira Knightley numa entrevista concedida à revista In Style: “Pintei o cabelo de todas as cores imagináveis para muitos filmes. Afinal, acabou tão mal que, literalmente, começou a cair”. Tal como referiu na mesma entrevista, esta queda de cabelo incrementou-se pelo stress a que estava sujeita em certas rodagens e pelas alterações hormonais depois do nascimento da filha.

A protagonista de “Orgulho e Preconceito” decidiu então não sujeitar o  cabelo castigado a mais agressões e optou por usar cabeleiras sempre que o guião exigisse uma mudança de look. Cinco anos depois de recorrer a esta estratégia, Knightley garante que foi “o melhor que podia ter feito ao cabelo”.

Não é a única famosa que optou por “blindar” o cabelo aos choques a que está sujeita nas rodagens ou aparições públicas. As cantoras Rihanna, Beyoncé e Lady Gaga são, de facto, famosas pelas suas cabeleiras. Por sua vez, Gween Stefani, que habitualmente usa postiços e extensões para dar corpo a um cabelo muito fino, usa frequentemente cabeleiras completas de cabelo natural para assim conseguir um look capilar mais abundante e volumoso. Outra cantora, Taylor Swift, também descobriu as vantagens de não submeter o cabelo a desgastes desnecessários e, de vez em quando, aparece com uma cabeleira de cabelo natural que reproduz na perfeição o seu estilo característico: liso e com franja.

Tudo isto indica que, depois de muitos anos em que as descolorações e as extensões faziam parte do “kit capilar” das estrelas e dadas as consequências do abuso destes recursos, que vão de um cabelo desvitalizado até a um maior risco de queda, agora impõe-se a tendência de compensar o cabelo. É a época dos cuidados ultra-reparadores e de soluções como as cabeleiras, um adereço que já não se esconde e que algumas celebrities, como Kylie Jenner, chegaram mesmo a adotar como símbolo de identidade (a Kardashian mais nova mostra no Instagram fotografias de todas as suas cabeleiras).

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