As causas e circunstâncias implicadas no desenvolvimento da alopecia e a forma de fazer com que a queda do cabelo se detenha ou reverta depois de ter começado é um objetivo constante por parte dos especialistas no assunto e ocupa uma boa parte dos esforços de investigação neste sentido. Fruto deste interesse nos últimos tempos, conseguiram-se avanços e resultados muito prometedores que fazem com que a anseio por “recuperar o cabelo perdido” seja uma realidade cada vez mais próxima e que apontam para onde os novos tratamentos contra a alopecia podem dirigir-se num futuro mais ou menos próximo.

Uma das novidades mais significativas contra a alopecia refere-se às potencialidades que a aplicação de células estaminais tem para o cabelo, tal como o demonstrou uma investigação levada a cabo na Escola de Medicina Perelmam da Universidade da Pensilvânia (E.U.A.). Este estudo baseou-se na utilização dos fibroblastos dérmicos, um tipo de células existentes na pele, as quais, através de sofisticadas técnicas de laboratório, foram transformadas em células estaminais para depois, e a partir delas, obter novas células epiteliais, um tipo de célula presente nos folículos pilosos (além de noutras zonas do organismo). Ao transplantar estas células em roedores observou-se que estas reproduziam folículos muito parecidos com os que se encontram no tecido humano.

A investigação sobre a alopecia em 2016 seguiu nesta linha e apresentou novas provas, como as que se provêm de um estudo efetuado pela equipa do doutor Cheng-Ming Chuong, dermatologista especialista em células estaminais. O objetivo desta investigação, que se desenvolveu na Universidade do sul da Califórnia, foi analisar o ambiente adjacente ao folículo piloso danificado (causa principal da alopecia) e as potencialidades que esta zona tem para uma regeneração do cabelo. Neste contexto, Chuong e a sua equipa verificaram que arrancando folículos pilosos (um a um) em áreas com uma densidade específica se ativava a regeneração de novos cabelos (entre 450 e 1300).

É necessário procurar a explicaçao deste efeito regenerador, que, de acordo com os autores da investigação, num fenómeno (princípio de sensação de quórum) pelo qual o sistema do folículo piloso responde à eliminação de alguns (não de todos) os cabelos, devido ao facto dos cabelos arrancados lançarem uma espécie de “SOS” através da libertação de proteínas inflamatórias o que, por sua vez, desencadeia uma série de processos que favorecem a regeneração.

À espera de mais investigações nesta linha e da obtenção de resultados em humanos (até agora, as investigações foram realizadas em ratos), está claro que a aplicação de células estaminais para a regeneração capilar é uma das linhas de futuro mais prometedoras.

No site da Svenson pode consultar os vários estudos e investigações sobre a alopecia.

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