Contrariamente ao que possa parecer, a alopecia não é só coisa de homens e, de facto, os casos de alopecia feminina são cada vez mais numerosos. Consciente desta realidade, a Svenson, dentro da sua área específica de investigação científica e médica sobre queda do cabelo, analisou em profundidade os fatores implicados na perda do cabelo nas mulheres. Fruto deste esforço de investigação é o estudo “Eflúvio Telógeno Agudo em 503 mulheres”, que aborda a predisposição para sofrer Alopecia Androgenética Feminina (AAF) ou Eflúvio Telógeno Crónico (EFTC) em mulheres com um Eflúvio Telógeno Agudo (EFTA).

Este estudo foi apresentado em várias reuniões internacionais, a última das quais foi o 8.º Congresso Mundial de Investigação Capilar, realizado na cidade coreana de Jeju, no qual participaram mais de 850 especialistas no assunto (médicos, cientistas, pessoal da indústria capilar e farmacêutica) provenientes de mais de 40 países e onde se realizou uma partilha dos avanços contra a alopecia no último ano. Neste congresso, o estudo da Svenson recebeu o prémio ao Melhor Póster Clínico.

estudo efta alopecia mulheresDirigido pelo Dr. Nicolás Pérez Mora, o estudo é o primeiro a nível internacional sobre o EFTA do qual se extraíram conclusões estatisticamente significativas e baseou-se em dois objetivos: investigar os fatores implicados na associação frequente do EFTA com a AAF, que já tinha sido descrita anteriormente, e aprofundar sobre os problemas capilares que afetam as mulheres. Para tal, analisaram-se as diversas causas que originaram os EFTA, num total de 503 casos de pacientes femininas da Svenson, os tratamentos que lhes foram aplicados e a sua evolução.
Os resultados desta investigação são muito interessantes e representam importantes avanços na abordagem da alopecia feminina:

  • 70,02% das pacientes com Eflúvio Telógeno Agudo apresentaram remissão do EFTA 6 meses após o tratamento na Svenson.
  • As percentagens de associação EFTA-AAF foram diferentes em função da causa desencadeadora do quadro clínico.
  • As causas que levaram a um EFTA com percentagens mais elevadas de alopecia androgenética foram a disfunção tiroideia (58%), a deficiência de ferro (52%) e as dietas severas (50%).

Na prática, as conclusões lançadas por esta investigação tornam possível que os especialistas da Svenson avaliem melhor as possibilidades que uma paciente de EFTA tem, levando a cabo um prognóstico muito mais concreto da evolução do problema e uma definição mais precisa do tratamento que lhe deve ser aplicado. Calcula-se que a utilização das evidências obtidas neste estudo permitirá que 80% das mulheres com Eflúvio Telógeno possa ver o problema resolvido, beneficiando-se de uma abordagem terapêutica específica em função da causa que o desencadeou com o objetivo de prevenir ou tratar de forma mais eficaz a presença da AAF associada.

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