A tendência marcada pelo movimento hipster – do qual este atributo masculino é sem dúvida o principal sinal de identidade – fez da barba um “complemento” indispensável para ter um look adaptado à moda atual. No entanto, nem todas as barbas têm a densidade apropriada ou estão suficientemente repletas para serem exibidas de forma a favorecer a imagem. A insuficiência de pelo facial (algo bastante frequente entre a população masculina, o que dá origem a um aspeto infantil ou sem barba), uma distribuição irregular da barba (com presença de calvície ou zonas sem pelo) ou a existência de cicatrizes são algumas das causas pelas quais muitos homens optam por prescindir deste atributo no seu look.

Felizmente, todas estas condições podem solucionar-se graças à aplicação da técnica do transplante de pelo nesta zona e, de facto, o implante de barba é uma intervenção cuja procura está a aumentar na atualidade. Basicamente, a técnica desta intervenção é a mesma que a empregue nas restantes zonas corporais, visto que os avanços conseguidos com este procedimento permitem que, hoje em dia, o microenxerto tenha deixado de ser “património exclusivo” da cabeça e se utilize também noutras áreas corporais nas quais pode haver ausência de pelo (peito, patilhas, sobrancelhas, pestanas e, também, barba).

Um dos métodos empregues para levar a cabo esta intervenção é a técnica strip. Nesta, as unidades foliculares (cada unidade folicular contém de 2 a 5 cabelos) não se obtêm de forma individualizada (cabelo a cabelo) da zona doadora (geralmente a parte posterior da cabeça); o especialista extrai uma tira da pele desta área para depois obter dela os folículos que se vão implantar no paciente na zona a encher (neste caso, a barba).

Esta técnica, também conhecida como microenxerto FUSS (Folicular Unit Strip Surgery) oferece a vantagem de permitir realizar uma grande quantidade de enxertos de cabelo numa sessão mais curta. Por este motivo, os especialistas recomendam-na para aumentar a densidade capilar nesta zona e noutras semelhantes, tais como as sobrancelhas ou as patilhas e também para as alopecias que apresentam pouca extensão.

A extração de uma tira de pele da zona doadora deixa na mesma uma cicatriz quase impercetível, que fica perfeitamente dissimulada pelo próprio cabelo do paciente. No que diz respeito ao aspeto da barba “enxertada”, o resultado é totalmente natural embora, recorde-se que, tal como acontece com os microenxertos realizados noutras zonas corporais, é necessário deixar passar um período de adaptação (2 a 5 meses) para dar tempo ao novo cabelo de crescer de forma natural e definitiva.

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