Desde a sua comercialização como tratamento para a queda de cabelo, os efeitos secundários da finasterida foram periodicamente objeto de debate e controvérsia, especialmente no que respeita à sua repercussão na sexualidade. Este fármaco pertence a uma classe de medicamentos chamados inibidores da 5-alfa redutase. Inicialmente, a sua finalidade era bastante diferente em relação à da sua aplicação atual. Com efeito, a finasterida era inicialmente aplicada para o tratamento dos sintomas da hiperplasia benigna da próstata. O facto de que os pacientes que o consumiam experimentavam também um abrandamento da queda capilar foi a pista seguida pelos especialistas para desenvolver a recomendação deste fármaco na abordagem à alopecia.

Posteriormente foi demonstrado que no caso do cabelo, o bloqueio da enzima 5-alfa redutase impede a transformação da testosterona em dihidrotestosterona, inibindo a atrofia do folículo piloso e contribuindo desta forma para a redução da queda capilar.


Este fármaco é administrado via oral, numa dose recomendada de 1 miligrama por dia. Pode ser utilizado por homens que sofrem de alopecia androgénica. Os efeitos começam a notar-se entre os 3 e 6 meses após ter começado o tratamento. 

As contraindicações da finasterida incluem crianças e pacientes com insuficiência hepática. É igualmente recomendado que antes de o utilizar se realize, nos homens, um estudo dos níveis de antígeno prostático, dado que pode reduzir os seus níveis.

Quanto aos efeitos secundários da finasterida, os que mais controvérsia têm suscitado são os que exercem efeito sobre a líbido, diminuindo-a, e também sobre a função erétil. No entanto, uma das últimas investigações realizadas neste sentido demonstrou que este risco é mínimo. Os seus autores observaram que apenas 1,8% dos homens que consumiam este fármaco experienciaram uma diminuição da sua líbido e 1,3% sofreram de disfunção erétil. O fármaco também foi associado com a diminuição da quantidade de esperma, mas não do número de espermatozoides. Todos estes efeitos secundários da finasterida relacionados com a disfunção sexual são reversíveis assim que se suspende o seu uso: alguns sentem a sua líbido a aumentar ao deixar a finasterida, outros experienciam uma melhoria no seu problema de disfunção erétil…

O que é necessário ter em conta é que após deixar o tratamento, os efeitos positivos sobre o crescimento do cabelo cessam. É daí que advém a importância de este medicamento ser consumido sempre sob supervisão do médico e a necessidade de consultar um especialista no caso de sofrer de alguns destes sintomas ou outros que tenham sido associados ao fármaco: erupção cutânea, urticária, inflamação nos lábios e na cara, dificuldade para respirar ou engolir…

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