CelulasAs investigações científicas dirigidas a obter soluções que permitam evitar a alopecia e regenerar o cabelo são contínuas e intensas. Felizmente, muitos dos estudos que se estão atualmente a realizar nesse terreno começam a dar resultados mais do que promissores e tudo aponta para que muitas das descobertas científicas que se estão a alcançar nos laboratórios tenham, num futuro mais ou menos próximo, uma aplicação prática naquelas pessoas que têm problemas capilares.

Entre os avanços contra a alopecia em 2015 destacam-se os resultados obtidos numa investigação realizada por peritos da Escola de Medicina Perelman da Universidade de Pensilvânia que apontam para as células estaminais como um tratamento de futuro para o cabelo. Este estudo, denominado “Geração de células estaminais epiteliais foliculogénicas a partir de células estaminais pluripotentes induzidas”, baseou-se na utilização de um tipo de células existentes na pele, os fibroblastos dérmicos. Mediante um processo de laboratório, que consistiu na adição de genes, estas células foram transformadas em células estaminais (concretamente, em células estaminais induzidas pluripotentes), com capacidade para se transformarem noutro tipo de células. Em concreto: nesta investigação, a partir delas, obtiveram-se novas células epiteliais, um tipo de célula que está presente de forma natural no organismo fazendo parte do tecido nervoso, muscular e conector e que também se encontra nos folículos pilosos, onde se origina a formação do cabelo.


Os autores desta investigação transplantaram células de cobaias e verificaram como essas células estaminais foram capazes de reproduzir nos roedores folículos muito parecidos aos que se encontram no tecido humano, os quais começaram a produzir cabelo. O seguinte objetivo desta investigação passa por conseguir reproduzir este processo em seres humanos.

Esta descoberta vem completar os resultados obtidos em estudos anteriores, nos quais se analisou o potencial das culturas celulares contra a alopecia. Um dos mais significativos  nesse sentido foi o estudo realizado por cientistas da Universidade Rockefeller e que determinou que as células estaminais dérmicas, da pele e do couro cabeludo, possuem capacidade de regeneração quando são cultivadas em laboratório.

Qual é o seguinte passo nesta procura do potencial das células estaminais para a regeneração capilar? Tal como explicou o doutor Xiaowei  Xu, um dos responsáveis pela investigação da Universidade de Pensilvânia, agora era preciso conseguir criar outro tipo de células que se encontram na segunda camada do couro cabeludo, a papila dérmica, e que permitiriam aplicar de forma prática esta descoberta aos pacientes com alopecia para assim resolver o seu problema. Neste sentido, a investigação parece que vai por muito bom caminho.

Foto: Joseph Elsbernd

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